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26/10/14 | 21:10h (BSB)

Zé Dutra vê calúnia em acusação de doleiro, e suspeita de vazamento

“Existem réus confessos, mas tem que ser garantida defesa”

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Dutra: recriminando citação do nome de Dilma em caso da Petrobrás

Por Raissa Cruz

 

O ex-presidente da PT e atual diretor da Petrobrás, José Eduardo Dutra, rechaçou a repercussão da acusação do doleiro Alberto Youssef de que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula estariam envolvidos no caso de corrupção na Petrobrás. Questionado se tinha conhecimento de alguma proximidade entre Yousseff e a presidente Dilma ou Lula, Dutra contestou de imediato: "isso é um absurdo, uma calúnia". Apostando que a declaração do doleiro e o vazamento da declaração são suspeitas, o diretor ponderou que a situação está ferindo o direito legal.

 

"É claro que existem réus confessos, como o Paulo Roberto, o doleiro (Youssef) também. Mas o que tem que ser garantido é o direito de defesa. Porque têm ocorrido vazamentos seletivos por parte da imprensa, e as pessoas nem podem ter acesso à declaração. Porque a própria presidente da República já pediu por diversas vezes acesso a delação premiada e não conseguiu, e parte da imprensa tem acesso de forma truncada! O princípio do direito é que você não pode acusar sem que a pessoa tenha direito de se defender. E isso não tem acontecido. Uma situação absurda. Inclusive com pessoas que já morreram, como o Eduardo Campos do PSB e Sérgio Guerra do PSDB”, comentou Dutra, que esteve neste domingo eleitoral acompanhando o governador Jackson Barreto (PMDB) durante a votação no Colégio Amadeus, em Aracaju.

 

O petista também acentuou dúvida quanto na veracidade da declaração. "O próprio advogado dele disse que ficou perplexo, porque nunca tinha ouvido aquilo dele, ou de ter vinculado Lula e Dilma. Então, primeiro vamos saber se ele realmente falou isso, porque foi uma delação premiada que só parte da imprensa teve acesso. Foi uma ação extra-regular, inclusive, vista assim pelo Supremo Tribunal Federal que mandou a Veja tirar a matéria do seu site e publicar um direito de resposta", citou ele.

 

Recentemente, Zé Dutra, como diretor da estatal, chegou a recriminar, em nota à imprensa, deduções que o vinculassem às práticas criminosas na Petrobrás, como cargos por indicações políticas, como se especulava sem provas. E criticou também as acusações que fossem repercutidas antes da conclusão das investigações. Neste domingo, Dutra frisou à nossa reportagem: "mas vejo que diferente de outros anos, as instituições funcionam, a Polícia Federal investiga de forma consciente, sem o risco de um delegado ser transferido, e o Ministério Público tem a liberdade para apurar. E o processo de investigação vai continuar para que aqueles que cometeram algum ato ilícito sejam punidos na forma da lei. E aqueles que estão acusando terão que provar, senão vão responder processos por calúnia, injúria e difamação".

 

Ao seu lado durante a entrevista, o deputado federal Márcio Macedo (PT), em concordância com Dutra, considerou: “o que aconteceu nos últimos dias através da reportagem foi a chamada bala de prata, que se utilizando da reta final tentou atingir, prejudicar. Mas temos órgãos fortes agora, e, com isso, fica a certeza de que aqueles que devem serão punidos terão o rigor da lei”, disse ele.

 

Da redação NaPolítica.com



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